- Autor
- Luís Alves Falcão
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 31 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.5216/phi.v31i1.85434
- Idioma
- pt
O artigo argumenta que o republicanismo neorromano se difere das variadas tradições republicanas modernas por sua embocadura analítica e abstrata. Para isso, parte da reconstituição da argumentação da liberdade como não dominação em contraste com a liberdade como não interferência a fim de apontar a finalidade da teoria neorromana. Na sequência, evidencia-se, com alguns exemplos que mais inspiraram os neorromanos, casos de autores históricos que não colocam a liberdade como última nem única finalidade da república e empregam os conceitos em casos concretos, particularmente, em relação à igualdade. Para os autores neorromanos, contudo, os demais conceitos republicanos - com destaque para a igualdade, o império das leis, o governo misto e a virtude - existem em função da garantia da liberdade como não dominação. Por fim, conclui-se que essa abordagem é característica de uma filosofia política analítica, que se aproxima mais do liberalismo contemporâneo do que da história do republicanismo.
