- Autor
- Abel dos Santos Beserra
- Revista
- Cadernos Espinosanos
- Edição
- 50
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2024.223471
- Páginas
- 111 - 138
- Idioma
- pt
O presente artigo retoma uma discussão apresentada por Marilena Chaui, em Um anacronismo interessante, para refletirmos sobre a herança cartesiana e sua apropriação, sobretudo, pelo idealismo alemão, a exemplo de Kant e Hegel. Nossa hipótese é a de que existe uma leitura equívoca de Descartes a qual o estabelece como o precursor do conceito de sujeito como subjetividade, que surgiria desde então como condição de possibilidade para o fazer da filosofia ou para sua interpretação. Essa chave de leitura permite então realizarmos a discussão daquilo que Alquié, em Descartes et l’ontologie négative e em A filosofia de Descartes, propõe sobre o estatuto das ideias cartesianas na contemporaneidade. Dessa forma, concluímos ser necessário renovar sempre o convite à entrada no universo conceitual e argumentativo de uma filosofia. Além disso, defendemos a hipótese de que a modernidade não é um projeto único, mas sim em aberto.
