- Autor
- Zilpha Barros Carvalho do Nascimento
- Orientador(a)
- Alcides Hector Rodriguez Benoit
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2003
Analisar a música em Platão pode parecer uma empresa complexa ou mesmo dificíl. mas não é a música, por definição, aquilo que escapa ao discurso racional? Apesar de existir para o mestre ateniense, nitidamente, uma música que se ouve e outra que não se ouve: a meditação sobre esta música abstraída de sonoridade é um filosofar, o mais alto grau da concepção musical, como ele mesmo assinala em seu diálogo (Phéd. 60 e 61a) - este conceito de harmonia que nos transporta a uma harmonia pitagórica é a harmonia da música que absorve a harmonia da alma e a do universo. Entretanto, não se manterá a música para Platão, como um paradigma da contradição existente no âmbito da sua própria reflexão, quando sugere nas entrelinhas a possibilidade de que a música - a Arte das Musas, a """"Superma música"""" ensinada pelo daimon socrático possa funcionar como uma metaxú entre o logos e a esthesis, entre o real e as aparências?
