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A Natureza do Conhecimento Matemático sob a Perspectiva de Wittgenstein: algumas implicações educacionais

Base Filosófica

Revista
Cadernos de História e Filosofia da Ciência
Edição
14 / 2
Ano
2017
Páginas
30
Idioma
pt
2017Base Filosófica. A Natureza do Conhecimento Matemático sob a Perspectiva de Wittgenstein: algumas implicações educacionais. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, v. 14, n. 2, p. 30, 2017.1

Nosso propósito é o de apontar alguns equívocos que uma concepção referencial da linguagem matemática acarreta em seu ensino escolar. As atuais abordagens construtivistas classificadas de modo geral em perspectivas experimental, cognitivista e antropológica, procuram os significados dos objetos matemáticos predominantemente ora no empírico, ora na mente do aluno, ora na interação social, ou seja, em alguma realidade extra-lingüística. Nesse sentido, recorremos à terapia filosófica de Ludwig Wittgenstein para esclarecer as confusões a que somos levados ao acreditar que as proposições matemáticas possam descrever a realidade empírica, ou mesmo entidades abstratas; que reflitam o funcionamento transcendente da mente ou que sejam produto de uma inter­subjetividade consensual. Segundo o filósofo, seu estatuto apriorístico deve-se ao fato de serem normativas, condições de sentido para as proposições empíricas. Sob essa outra perspectiva, cai por terra a orientação geral construtivista para que o aluno “descubra” os conheci­mentos matemáticos no mesmo sentido que nas ciências empíricas, ou seja, ao pressuporem uma realidade matemática pré-existente a ser descoberta, ora no empírico (através de experiências compar­ti­lhadas), ora no mental, ora em nossa natureza social (intersubjetiva). Palavras-chave: Filosofia da matemática. Ensino da matemática. Linguagem matemática. Wittgenstein.