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A NATUREZA DO PODER E AS ILUSÕES DO CONTRATO SOCIAL EM ROBERT FILMER

Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva Sahd

Autor
Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva Sahd
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
10 / 1
Ano
2007
DOI
10.5216/phi.v10i1.3231
Idioma
pt
2007Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva Sahd. A NATUREZA DO PODER E AS ILUSÕES DO CONTRATO SOCIAL EM ROBERT FILMER. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 10, n. 1, 2007.1

O presente artigo procura mostrar a crítica conservadora inglesa do século XVII às noções de liberdade natural e contrato originário, ao deslocar a origem do poder político para as relações afetivas estabelecidas pelos laços sentimentais de família que mantêm pais e filhos unidos. Mais exatamente, a legitimação política do poder teria como fundamento uma autoridade natural semelhante à relação verificada entre pais e filhos. Segundo essa teoria, cujo mais importante representante foi Robert Filmer, o fundamento da autoridade política não é fruto de uma instituição arbitrária dos homens, mas uma necessidade introduzida por Deus, com o propósito de justificar as monarquias absolutistas.