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A noção de engajamento em Sartre

Fábio Coelho da Silva, Simeão Donizeti Sass

Autor
Fábio Coelho da Silva, Simeão Donizeti Sass
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
30 / 2
Ano
2025
DOI
10.5216/phi.v30i2.83654
Idioma
pt
2025Fábio Coelho da Silva, Simeão Donizeti Sass. A noção de engajamento em Sartre. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 30, n. 2, 2025.6

O objetivo deste artigo é apresentar um breve esboço dos elementos que acompanham o desenvolvimento da noção de engajamento no pensamento de Jean-Paul Sartre. No tocante ao seu itinerário filosófico, essa expressão tornou-se célebre a partir de 1945, com o término da Segunda Guerra Mundial, quando o tema assumiu uma posição privilegiada nas diretrizes da revista Les Temps Modernes e em seus escritos teóricos sobre a função social da literatura, tal como encontramos, por exemplo, em seu livro Que é a literatura?, de 1948. Propomos examinar que a ideia de engajamento já estava em curso na obra sartriana, ainda que em estado embrionário. Mais especificamente, ela vincula-se a redefinição de termos concernentes à compreensão da condição humana, sobretudo da ideia de liberdade e de suas implicações no campo das ações, a qual, por sua vez, pressupõe o estudo da consciência em sua relação com o mundo e, em especial, com o tempo presente.