- Autor
- JULIANA PEIXOTO
- Orientador(a)
- FERNANDO EDUARDO DE BARROS REY PUENTE
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2010
Este estudo é, eminentemente, um esforço de exegese alternativa do sexto capítulo do terceiro livro do De anima de Aristóteles. Esse supracitado capítulo que trata da intelecção dos indivisíveis compõe aqueles que encerram a teoria do intelecto aristotélica, a saber: De anima III 4-8. Compreender a breve argumentação e os passos elípticos da noética aristotélica é um problema clássico que atravessou os séculos e chega aos nossos dias. Assim, ao analisarmos o De anima III 6, objetivamos compreender a teoria do intelecto do Estagirita - ou, mais amplamente, sua teoria do conhecimento - a partir de um estudo do modo de operar do intelecto humano. Entendemos, assim, que a intelecção dos indivisíveis é o começo de um procedimento cognitivo no qual ocorrem as primeiras intelecções ou apreensões sempre verdadeiras dos princípios do pensamento que permitirá compor corretamente intelecções. Por conseguinte, essa atividade permitirá a formulação de definições e, enfim, a apreensão dos princípios próprios das ciências. Sendo, então, possível, em última instância, demonstrar e concluir verdadeiramente. Logo, o tema da verdade afigura-nos ser importante para compreendermos a particularidade da intelecção dos indivisíveis. Ademais, a interpretação do que são propriamente esses indivisíveis parece-nos ser fundamental para o entendimento da noética aristotélica. Cabe, enfim, observar que nosso procedimento é analítico, examinamos cada passo do De anima III 6, contudo, sem perdermos de vista o tratado de psicologia como um todo, bem como outras obras do Corpus aristotelicum, sobretudo a Metafísica e os Analíticos Posteriores.
