A nova moralidade de Hobbes: O Leviatã e a modernidade a partir de Leo Strauss e Michael Oakeshott
Theo M. Villaça
- Autor
- Theo M. Villaça
- Revista
- Cadernos Espinosanos
- Edição
- 53
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2025.228257
- Páginas
- 235-257
- Idioma
- pt-BR
O objetivo do presente artigo é comparar as interpretações que Leo Strauss e Michael Oakeshott fazem da modernidade e, mais especifi-camente, do papel que Thomas Hobbes e seu Leviatã desempenham nesse período. O texto seguirá em quatro partes: 1. A avaliação crítica de Strauss sobre o período moderno; 2. A concepção da modernidade como aparece na obra de Oakeshott; 3. O papel de Hobbes na mudança de paradigma da modernidade em Strauss; 4. A particular posição de Oakeshott sobre Hobbes e sua obra. Ambos os autores colocam Hobbes como fundamento central do pensamento político moderno, mas conferindo à sua obra e à modernidade em geral um juízo de valor distinto. O Hobbes oakeshottiano é um aliado que defende uma modernidade cética e autônoma. Já o Hobbes straussiano é um oponente que transfigurou a filosofia política clássica. O contraste entre as respectivas posições sobre a modernidade, ainda que haja uma convergência sobre o papel de Hobbes, revelará duas possíveis alter-nativas de interpretar o período moderno, tal como aparecem na filosofia política do século XX.
