Voltar para Artigos
Artigos

A ordem política como tarefa: Carl Schmitt e o ordoliberalismo alemão

Deyvison Lima, José Maria Arruda

Autor
Deyvison Lima, José Maria Arruda
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
68 / 1
Ano
2023
DOI
10.15448/1984-6746.2023.1.41974
Páginas
e41974
Idioma
pt
2023Deyvison Lima, José Maria Arruda. A ordem política como tarefa: Carl Schmitt e o ordoliberalismo alemão. Veritas (Porto Alegre), v. 68, n. 1, p. e41974, 2023.2

O artigo trata da obra de Carl Schmitt e sua infl uência sobre o ordoliberalismo alemão. Tal chave de leitura permite compreender as causas da crise das instituições modernas e o liberalismo autoritário, inclusive como matriz da governamentalidade neoliberal. A hipótese da pesquisa indica que a obra schmittiana concede um acesso privilegiado para analisar as tendências autoritárias como a expressão do esgotamento da política moderna, a rejeição da democracia e as relações entre liberalismo e teologia política. Afinal, se a economia pressupõe uma ordem, esta seria uma decisão política, não um produto econômico. Na primeira parte, apresenta o conceito do político como uma tentativa de realização da Ordnungspolitik em contraposição à ausência de forma política; logo, de autoridade. Na segunda parte, avalia a proposta do Estado Total como o resultado das transformações do liberalismo e da intensificação do político na “era da técnica”. A conclusão interpreta a pulsão de ordem do ordoliberalismo na década de 1930 como a tentativa de fornecer um quadro institucional para produzir e assegurar a concorrência por meio de um Estado forte, além de iluminar algumas ambiguidades da relação entre mercado e Estado até sua deriva neoliberal.