A PASSAGEM DAS REPRESENTAÇÕES INTUITIVAS ÀS REPRESENTAÇÕES ABSTRATAS EM SCHOPENHAUER
Igor Henrique Pimentel Beluzio
- Autor
- Igor Henrique Pimentel Beluzio
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 12 / 25
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.26512/pl.v12i25.48069
- Páginas
- 191 - 214
- Idioma
- pt
Para Schopenhauer, a razão determina uma diferença fundamental entre o homem e o animal. A capacidade de abstração do particular em um conceito geral é algo que apenas cabe ao homem. O filósofo não foi o primeiro a evidenciar esta verdade; mas suas considerações sobre a constituição do aparato cognoscente humano e como este pode conhecer aquilo que lhe é objeto rompem, de fato, com o pensamento corrente de alguns de seus contemporâneos, como Fichte, Schelling e Hegel. No decorrer deste estudo, investigaremos (1) como se dá a singularidade do idealismo de Schopenhauer em relação aos modelos de conhecimento até então desenvolvidos; (2) qual a constituição de nosso aparato cognitivo que nos permite o conhecimento do mundo empírico; (3) sob quais modalidades os objetos se tornam representações para o sujeito; (4) por fim, o que permite ao homem a abstração e, assim, dar origem aos conceitos gerais que nomeiam o mundo.
