A PAZ QUE NUNCA VEIO:: UMA DEFESA DA MORALIDADE EM TEMPOS DE GUERRA
Gustavo Henrique de Freitas Coelho
- Autor
- Gustavo Henrique de Freitas Coelho
- Revista
- Problemata - Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 17 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.7443/problemata.v17i1.74117
- Páginas
- 17-33
- Idioma
- pt
A guerra acompanha a humanidade desde os seus primórdios, configurando-se como um dos fenômenos mais persistentes e estruturais da vida em sociedade. Apesar dos avanços diplomáticos do pós-Segunda Guerra Mundial, como a fundação da ONU no ano de 1945, o confronto armado continua a ser amplamente empregado na resolução de disputas, com a proliferação de guerras civis e o envolvimento de atores não estatais. Este artigo analisa a permanência e a transformação da guerra à luz de três principais abordagens teóricas, examinando suas virtudes e limitações frente aos desafios contemporâneos: o pacifismo, o realismo e a teoria da guerra justa. Argumenta-se que, embora essas teorias ofereçam importantes ferramentas de interpretação, a rápida evolução tecnológica, as crises ambientais e a disputa por recursos escassos demandam novas categorias morais e políticas para lidar com a crescente volatilidade do cenário global. Pensar a guerra, nesse contexto, é também pensar a paz e, sobretudo, a sobrevivência da humanidade diante de um poder destrutivo cada vez mais concentrado e potencialmente destrutivo.
