A pergunta pela essência da técnica e suas implicações na filosofia de Martin Heidegger
Francisco Wiederwild da Silva
- Autor
- Francisco Wiederwild da Silva
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 7 / 2
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.48075/rd.v7i2.28485
- Páginas
- 119-136
- Idioma
- pt
Este artigo pretende delimitar os pontos estruturais acerca da questão da técnica na segunda fase da obra de Martin Heidegger, quando o autor define a técnica como o grande desafio de sua época. O filósofo sustenta que a essência do fenômeno técnico não é nada técnico. Por isso, não é possível manter um relacionamento livre com a técnica lidando apenas com o que é técnico, pois haveríamos de ficar presos a ela numa afirmação ou negação apaixonada. Para realizarmos um relacionamento livre com a técnica, é necessário prescindir do pensamento filosófico tradicional que não enxerga o novo presente na técnica moderna. Por isso, o filósofo retoma a concepção grega de verdade como alétheia e define a técnica como uma forma de desvelamento, tornando possível apreciar a inovação presente na técnica moderna e sua origem comum com a ciência natural
