Voltar para Artigos
Artigos

A pertença do sentido originário do amor ao horizonte central do pensamento de Martin Heidegger

Dax MORAES

Autor
Dax MORAES
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
41 / 2
Ano
2018
DOI
10.1590/0101-3173.2018.v41n2.08.p137
Páginas
137-156
Idioma
pt
2018Dax MORAES. A pertença do sentido originário do amor ao horizonte central do pensamento de Martin Heidegger. Trans/Form/Ação, v. 41, n. 2, p. 137-156, 2018.2

Embora ainda sejam escassas as abordagens sobre o amor em Heidegger, tal reflexão pode ser liberada em múltiplos sentidos, sendo objetivo do presente artigo apontar para um deles, talvez o mais abrangente. Para tanto, após introduzirmos breves considerações acerca de trabalhos já existentes, buscamos privilegiar aqui, de início, a centralidade, não do amor como um conceito na obra de Heidegger, mas do sentido do amor em sua própria concepção de Filosofia, tal como ele parece assumir. Todavia, a restrição a esse aspecto da questão pode fazer com que caia em segundo plano algo mais essencial, a saber, que o amor não apenas traduz a essência da atitude pensante, mas compreende toda a discussão heideggeriana sobre nosso modo de ser, da qual emerge o problema da Filosofia e a Filosofia como problema. Em seguida, portanto, partimos para a correspondência entre essa consideração mais geral e a questão das relações de amor entre humanos.