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A POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO HUMANO – NOTAS ACERCA DOS USOS DOS ARGUMENTOS DE AGOSTINHO POR SCOTUS

Valdemar Antonio Munaro, Iuri Coelho Oliveira

Autor
Valdemar Antonio Munaro, Iuri Coelho Oliveira
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
5 / 9
Ano
2014
Páginas
120-132
Idioma
pt
2014Valdemar Antonio Munaro, Iuri Coelho Oliveira. A POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO HUMANO – NOTAS ACERCA DOS USOS DOS ARGUMENTOS DE AGOSTINHO POR SCOTUS. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 5, n. 9, p. 120-132, 2014.1

Em Ord. I d. 3 p. 1 q. 4, Scotus (1265/6-1308) trata do conhecimento humano, opondo-se a Henrique de Gand (1240?-1293), que invoca Agostinho para defender a dependência humana da “iluminação especial da luz incriada”. Scotus prova a possibilidade de o homem conhecer alguma verdade “certa e infalível” sem aquela luz. Agostinho afirmara que a especulação humana, enquanto avança, encontra uma verdade que a supera e que é sua fonte e razão de ser. Scotus, também em referência a Agostinho, distingue quatro sentidos segundo os quais o homem pode ver “nas regras eternas”. A seguir, afirma que há certa dependência da luz incriada, pois dela dependem “os primeiros princípios, tanto das realidades especulativas como das práticas”. Objetiva-se investigar acerca da relação entre o conhecimento possível ao humano e a dependência de uma luz incriada a qual se refere Scotus, tendo como pano de fundo os argumentos de Agostinho.