Voltar para Artigos
Artigos

A postulação da imanência e suas consequências no ético e no hermenêutico, em Benedictus de Spinoza

José Soares das Chagas

Autor
José Soares das Chagas
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
3 / 6
Ano
2009
Páginas
33-40
Idioma
pt
2009José Soares das Chagas. A postulação da imanência e suas consequências no ético e no hermenêutico, em Benedictus de Spinoza. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 3, n. 6, p. 33-40, 2009.1

A obra de Benedictus de Spinoza está toda fundada na pressuposição da ordem imanentista da realidade. Esta forma de conceber o mundo advém das considerações feitas por ele acerca das aporias cartesianas, que pretendiam explicar o real postulando três substância:  res-extensa (coisa extensa); a res-cogitans (coisa pensante); e Deus, princípio criador das outras duas. Para Spinoza, só há uma única substância, Deus sive nature, que, sendo causa sui, produz todas as coisas ao se autoproduzir. Tal postulação terá repercussões em seu pensamento ético (ao negar o livre arbítrio e ao conceber o corpo como fonte de verdade filosófica) e hermenêutico (ao propor um interpretação, cuja base argumentativa é o próprio texto em questão).