- Autor
- Tânia Maria Marinho Sampaio
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 10 / 19
- Ano
- 2008
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v10n19a1996-964
- Páginas
- 7-16
- Idioma
- pt
Pautando-nos sob a perspectiva em torno de um paradigma que venha efetivamente expressar a face interna de uma nova sociedade, é que vemos para a realidade brasileira, a prática de Paulo Freire como a via que se coaduna com a possibilidade real de abalar as estruturas em que está pautada a atual sociedade. E dizemos possibilidade real de abalo, posto que de nada adianta, e sabemos bem disso, promover a reforma agrária, a democratização da cultura, a participação decisória pelo voto e tantos outros mecanismos, se realmente não alcançarmos, no seu âmago, o “latifúndio humano” para transformá-lo em justa terra humana. Quantas vezes vivenciamos “atitudes reformistas” que tão-somente condizem com a mera alteração do visual da conjuntura social, que continua escorada numa estrutura rígida, na qual poucos homens permanecem donos de tantos outros. Na alteração puramente conjuntural, apenas as peças são superficialmente trocadas, mas o tabuleiro do jogo social, o qual se faz campo de ação, permanece agasalhando suas peças, tão-somente em posições trocadas; é mister que as regras do jogo essas sim se refaçam justas, se refaçam humanas. Palavras-chave: Educação; Paulo Freire; Práxis na educação freireana.
