Artigo
Ver fonte original- Autor
- Fabiano de Lemos Britto
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.36517/arf.v18i1.95744
- Páginas
- 85-104
- Idioma
- pt
2026Fabiano de Lemos Britto. A primeira pessoa, que não existe: Derrida, Benveniste. Argumentos - Revista de Filosofia, v. 18, n. 1, p. 85-104, 2026.3
O artigo investiga os impasses que a escrita em primeira pessoa instaura no cânone filosófico moderno a partir das posições de Émile Benveniste e Jacques Derrida. A análise é proposta em três etapas. Na primeira, se assinala o conjunto de problemas que define a resistência canônica ao discurso autobiográfico a partir da Modernidade. Em seguida, se retoma a leitura feita por Benveniste em torno da teoria dos atos de fala de J. Austin e sua reformulação na hipótese do Eu como forma linguística vazia. Por fim, se reconstitui as críticas de Derrida a Benveniste e suas consequências para uma nova topologia discursivo-filosófica.
