Voltar para Artigos
Artigos

A PROCESSÃO EM PLOTINO

Reinholdo Aloysio Ullmann

Autor
Reinholdo Aloysio Ullmann
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
40 / 158
Ano
1995
DOI
10.15448/1984-6746.1995.158.35952
Páginas
157-164
Idioma
pt
1995Reinholdo Aloysio Ullmann. A PROCESSÃO EM PLOTINO. Veritas (Porto Alegre), v. 40, n. 158, p. 157-164, 1995.1

Este artigo ocupa-se dos aspectos essenciais do processão plotiniana, com base nas Enéadas e em intérpretes de projeção mundial, como Giovanni Reale e Werner Beierwaltes. A processão de Plotino trata da origem das coisas, a partir do Uno, o qual se identifica com Super-Ser, divino, eterno, perfeito e imutável, não podendo ser entendido como conceito abstrato universalíssimo. O trabalho pretende mostrar que Plotino não é emanatista, nem panteísta, mas panenteista. Há mesmo quem o considere criacionista. É abordada, especialmente, a paisagem metafisica de Plotino, com as três hipóstases do mundo inteligível e, dependendo deste, a origem do mundo sensível - a matéria - tida pelo filósofo como princípio do mal, porém não em sentido gnóstico-maniqueísta. Por fim, o artigo conclui que a processão implica, necessariamente, o retorno da alma humana ao Uno. O objetivo da filosofia plotiniana era levar os seus seguidores à união mais intima possível com o Uno.