- Autor
- Elói Maia de Oliveira
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 7 / 15
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2015.v7n15.5705
- Páginas
- 75-87
- Idioma
- pt
O presente trabalho tem como objetivo analisar o conjunto de questões da Suma de Teologia que concernem ao tratado da prudência, recorrendo quando necessário a outros textos de Tomás de Aquino. A prudência, diz ele, é a razão reta do agir (recta ratio agibilium), isto é, a deliberação correta sobre o agir e a escolha dos meios para realizar a ação. É de notar as operações distintas do intelecto e da vontade: ao primeiro cabe a deliberação ou razão prática e à segunda, cabe a escolha dos meios para a obtenção do fim ou bem. Essa escolha da vontade deve ser feita segundo a deliberação do intelecto. A própria prudência, por sua matéria, reside na retidão do apetite, mas por sua essência, é intelectiva. Sendo a ciência moral a teoria sobre o agir, que leva do universal ao particular, em um procedimento inverso ao da ciência, que leva do particular ao universal, a prudência se distingue por leva a este ou àquele particular. Trata deste ou daquele particular e, portanto, deste ou daquele contingente.
