A psicologia experimenterende de Kierkegaard como resposta à psychologia empirica e à experimentelle psychologie
Natalia Mendes Teixeira
- Autor
- Natalia Mendes Teixeira
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 22 / 1
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.31977/grirfi.v22i1.2605
- Páginas
- 144-156
- Idioma
- pt
A pergunta sobre o objeto, o método e a natureza da Psicologia, a partir do século XVIII, recebeu três propostas: (i) a primeira, apresentada por Christian Wolff, apelava para a conciliação de uma Psychologia Rationalis com uma Psychologia Empirica baseada nas etapas da Experimentalphysik e no Princípio da Razão Suficiente; a segunda, propôs uma virada para a Fisiologia, tornando-se responsável pelo recrudescimento da Psicologia como Ciência independente da Filosofia; a terceira, fundada em uma espécie de estetização da experimentação psicológica, oferece uma abordagem existencial dos fenômenos mentais. Arguiremos que o projeto de Søren Kierkegaard (1813-1855) esboçou um método que levou a diante esta última proposta recorrendo, ao mesmo tempo, a uma versão muito própria de Psicologia Experimental e opondo-se decisivamente à virada para a Fisiologia, Kierkegaard teria situado seu projeto entre a derrocada da Psychologia Empirica de Wolff e a ascendente Experimentelle Psychologie baseada na Fisiologia.
