- Autor
- Antonio Janunzi Neto
- Revista
- Trilhas Filosóficas
- Ano
- 2026
- Idioma
- pt
A querela renascentista italiana sobre a imortalidade da alma é interpretada como um debate interno ao aristotelismo, desencadeado pela ambivalência do De anima entre hilemorfismo, predicados de separação do intelecto e dependência do pensar em relação aos phantasmata. Reconstrói-se, então, a interpretação de Averróis no Grande Comentário, com a distinção entre intelecto agente e intelecto material, a unidade do intelecto possível e a explicação da individuação cognitiva por meio das potências internas e da doutrina do duplo sujeito. Em seguida, apresenta-se a crítica de Pietro Pomponazzi no Tractatus de immortalitate animae a Averróis, submetendo a discussão ao critério intra limites naturae e reordenando as posições em um esquema lógico de alternativas. O resultado é uma avaliação dos limites demonstrativos da psicologia aristotélica para sustentar, por via filosófica, a subsistência e a imortalidade pessoais, situando o alcance e o custo conceitual da leitura averroísta.
