A questão da guerra: Entre Carl Schmitt e Hannah Arendt
Mário Sérgio de Oliveira Vaz, Maria Fernanda dos Santos
- Autor
- Mário Sérgio de Oliveira Vaz, Maria Fernanda dos Santos
- Revista
- Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
- Edição
- 29 / 60
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.21680/1983-2109.2022v29n60ID26962
- Páginas
- 190-212
- Idioma
- pt
O artigo apresenta uma reflexão sobre a guerra a partir de Carl Schmitt e Hannah Arendt. Para tanto, realiza-se um recorte na obra de cada autor. De Carl Schmitt, discute-se o livro O conceito do político (2009) que contém ainda A teoria do Partisan. De Hannah Arendt, restringe-se a Sobre a violência (2001), A promessa da política (2020), e alguns ensaios contidos em Entre o passado e o futuro (2009). Neste sentido, Carl Schmitt permite discutir o papel da inimizade para a decisão acerca da guerra e como essa situação-limite, ao mesmo tempo, constitui e afeta a dimensão do político. Já Hannah Arendt permite delinear certos traços constitutivos das guerras modernas que escapam à preocupação central Schmittiana, sobretudo o perigo intrínseco da inimizade produzir não a intensificação do político, mas a eliminação da vida humana sobre à Terra. Trata-se, enfim, de pensar o efeito do avanço tecnológico no campo dos assuntos humanos e como essa tópica transforma o estatuto da guerra.
