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A Questão do Tempo na Fenomenologia de Martin Heidegger

Manuela Saadeh

Autor
Manuela Saadeh
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
11 / 2
Ano
2024
DOI
10.26512/rfmc.v11i2.50872
Páginas
27 - 52
Idioma
pt
2024Manuela Saadeh. A Questão do Tempo na Fenomenologia de Martin Heidegger. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 11, n. 2, p. 27 - 52, 2024.1

Este artigo se constitui como uma breve exegese acerca da questão do tempo na fenomenologia heideggeriana. Na Segunda Seção da obra Ser e Tempo, e na obra Os Problemas Fundamentais da Fenomenologia, Heidegger discute a problemática existencial enquanto determinação do Dasein pela temporalidade para mostrar, no fim, como a perspectiva do Ser enquanto temporalidade é fundamentalmente diferente (e fundadora) da perspectiva histórica e imediata da subsistência (atemporalidade, permanência como infinitude) para o sentido do Ser. Tal percepção da subsistência, para o filósofo, se funda na lida temporal-histórico-circunscrita de um Mundo de sentido – o que já dá a tal perspectiva, um caráter de tempo, de movimento. Heidegger quer mostrar que a perspectiva da subsistência, a qual segundo ele, funda todos os pressupostos da História da Filosofia enquanto Metafísica, se funda na estrutura temporal da compreensão; se funda, portanto, na mobilidade, consequentemente, na finitude.