A recusa da razão como fundamento da moral na filosofia de Schopenhauer
José Clerison Santos Alves
- Autor
- José Clerison Santos Alves
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 40
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i40.4420
- Páginas
- 237-262
- Idioma
- pt
Neste artigo, mostraremos que, na filosofia de Schopenhauer, não é possível fundamentar a moral a partir da faculdade de razão. Pois a razão, em seu sistema, possui apenas uma função lógica, em outras palavras, ela não tem nada a ver com a moralidade. Nesta medida, apresentaremos a crítica de Schopenhauer ao formalismo da moral kantiana. O filósofo recusa a distinção kantiana entre razão prática e razão teórica, pois, na sua visão, a razão não é uma faculdade do incondicionado, ou seja, ela não pode emitir leis puras para conduzir as ações humanas. Na concepção de Schopenhauer, o imperativo categórico não tem poder para fundamentar a moral, pois este, no seu entender, se apoia em meros conceitos abstratos e vazios de conteúdo. À diferença de Kant, o filósofo sustenta que a moral precisa ter uma base empírica.
