- Autor
- Leonardo da Silva
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 13 / 26
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2022v13n26p591-608
- Páginas
- 591-608
- Idioma
- pt
Este artigo visa investigar o conceito de trabalho da tradição marxiana, buscando explicitar a dificuldade em conceber uma relação do humano com a natureza para além do domínio e negação do self e da natureza; tarefa do pensar para o que Aílton Krenak nos chama atenção. Observamos que a tecnologia se mostra parte do trabalho, consequência de um de seus modos de ser: o trabalho como mediação é apenas um dos modos do fazer-se humano, a tecnologia aparece como a autonomização dessa mediação, uma automatização de relação de domínio com a natureza. Buscamos em Marcuse uma alternativa para pensar além do paradigma biológico e economicista que envolve o conceito de trabalho. Buscamos em Zizek uma forma de repensar o cerne da relação do sujeito com a natureza. Ao cabo, observamos que não foi possível desvencilhar o trabalho de uma ontologia da negatividade, embora seja possível concebê-lo para além da dominação da natureza, focando em sua falha, com Zizek; para além da economia e da satisfação da necessidade, com Marcuse; e como uma busca de equilíbrio ecológico e metabólico, com Kohei Saito.
