A RELAÇÃO ENTRE AS MÁXIMAS DE DIÓGENES DE ENOANDA E A FILOSOFIA DE EPICURO
Rogério Lopes dos Santos
- Autor
- Rogério Lopes dos Santos
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 16
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.30611/2020n16id43647
- Páginas
- 11-37
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como objetivo apresentar a relação entre as máximas de Diógenes de Enoanda e o quetemos de genuinamente epicureu, ou seja, com o material (cartas, máximas e fragmentos) admitido como deautoria incontestável de Epicuro. Com essa apresentação, nós evidenciamos a força da ortodoxia da doutrina deEpicuro, pois, de um modo geral não existem divergências entre o que Epicuro ensinava em Atenas no século IIIa.C. e o que Diógenes de Enoanda afirmava ser o Epicurismo no século II d.C. Na verdade, há uma únicamáxima que parece não seguir a doutrina de Epicuro (Diog. Oen. 107). Entretanto, essa divergência é justificadapelo fato de que essa máxima está fragmentada. Nesse sentido, acreditamos que o presente artigo consiste emuma contribuição positiva para a comunidade acadêmica que se dedica ao estudo do Epicurismo, ainda mais seconsiderarmos o fato de que se trata de um epicureu sobre o qual temos poucos artigos, sobretudo no Brasil. Paraa realização desse trabalho, nos servimos aqui das seguintes obras: (i) El sabio camino hacia la felicidad:Diógenes de Enoanda y el gran mural epicúreo, de Carlos García Gual (2016), da qual retiramos as máximasde Diógenes de Enoanda; (ii) a Carta a Heródoto, Carta a Pítocles, Carta a Meneceu, bem como as MáximasPrincipais e as Sentenças Vaticanas, de Epicuro; (iii) o Livro X da obra Vidas e Doutrinas dos FilósofosIlustres, do doxógrafo grego Diógenes Laércio.
