- Autor
- Natalia Mendes Teixeira
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 13 / 34
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2021.v13n34.p35-51
- Páginas
- 35-51
- Idioma
- pt
Kierkegaard costuma ser visto como um autor “subjetivista” que se interessou pelo Indivíduo supostamente descartando o contexto social, histórico e político no qual o self está incorporado. Nosso objetivo é aqui contrapor, ainda que inicialmente, esta visão já petrificada na literatura interpretativa de Kierkegaard. Para tal apresentaremos uma discussão das díades Individumm/Sociedade e Agente/História; bem como de três movimentos dialéticos de constituição do Self: Reflexão e Imediatez nas obras póstumas e nos diários; Isolamento e Continuidade no Juiz Wilhelm; e Autorrelação em Anticlimacus. Essas díades e movimentos dialéticos nos mostrarão que Kierkegaard não postulou um indivíduo acósmico, como disposto na literatura básica; mas pensava o indivíduo localizado espaço-temporalmente, ainda que finita e limitadamente, na sociedade, na história e na política.
