- Autor
- Arthur Leandro da Silva Marinho
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 4 / esp
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.18012/arf.2019.49455
- Páginas
- p.27-36
- Idioma
- pt
Neste artigo discuto a problemática da carta de 1689, de Leibniz ao Ludovico Casati. Esta carta da fase intermediária de Leibniz, Leibniz argumenta a possibilidade de que as propriedades extrínsecas, bem como, as propriedades intrínsecas não possam distinguir coisas completamente semelhantes. Para Leibniz a existência de coisas indiscerníveis é um absurdo, tendo em vista que o intelecto infinito acompanha a multiplicidade de todas as coisas criadas. Logo, todas as coisas devem ser variadas e distintas, mesmo quando não for possível distinguir as coisas por suas propriedades intrínsecas e extrínsecas. Deste modo, analiso a carta com intuito de compreender a argumentação de Leibniz a Casati, assim como, delimitar o Princípio da identidade dos indiscerníveis, como princípio de distinção. Na argumentação a Casati que o melhor mundo possível é guiado por uma razão que estabelece que as coisas são distintas. Ao fim, disponibilizo uma tradução em língua portuguesa desta carta.
