Voltar para Artigos
Artigos

A sátira da confissão em Cartas de um sedutor, de Hilda Hilst

Carlos Alexandre da Silva Rocha

Autor
Carlos Alexandre da Silva Rocha
Revista
Artefilosofia
Edição
18 / 33
Ano
2023
Páginas
1-25
Idioma
pt
2023Carlos Alexandre da Silva Rocha. A sátira da confissão em Cartas de um sedutor, de Hilda Hilst. Artefilosofia, v. 18, n. 33, p. 1-25, 2023.2

Cartas de um sedutor (1991), último livro em prosa da tetralogia obscena de Hilda Hilst, evidencia o uso da confissão ao utilizar o gênero carta para retratar a comunicação entre os irmãos Karl e Cordélia. A obra foi pouco estudada em relação à confissão, tendo os estudos sido direcionados mais para o fracasso pornográfico dos livros da tetralogia – a saber, O caderno rosa de Lori Lamby, de 1990; Contos d’escárnio – Textos grotescos, de 1990; Cartas de um sedutor, de 1991, e Bufólicas, de 1992, o único em versos. Nesse sentido, o artigo visa analisar a confissão presente em Cartas de um sedutor (2002), para tanto pesquisaremos os conceitos de pornografia, de potlatch, de biopoder, de rostidade, dentre outros. Analisaremos como a confissão se realiza no romance e como Hilda Hilst compõe uma obra em que a confissão satiriza o próprio ato de mapear-se diante do mundo.