A segunda vida de Brás Cubas. Machado de Assis e o problema da autonomia da obra de arte
PATRICK ESTELLITA CAVALCANTI PESSOA
- Autor
- PATRICK ESTELLITA CAVALCANTI PESSOA
- Orientador(a)
- GILVAN LUIZ FOGEL
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2007
""""A obra em si mesma é tudo."""" Partindo dessa provocação de Brás Cubas, que implica a idéia de que a autonomia da obra de arte é irrevogável, este trabalho expõe uma leitura das Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que pretende não apenas trazer à luz os possíveis sentidos deste romance, mas simultaneamente apresentar uma reflexão sobre os fundamentos para uma hermenêutica filosófica da obra de arte (literária). .Qual é a contribuição que filosofia e literatura podem trazer uma à outra sem que a literatura seja convertida em mera ilustração de conceitos filosóficos já existentes? De que maneira a mediação da filosofia pode servir à experiência estética de uma obra como a machadiana? De que modo essa obra pode contribuir para a especulação filosófica contemporânea? Essas são as questões abordadas neste trabalho, que mostra como o respeito à autonomia da obra de arte acaba por conduzir o intérprete à descoberta de sua soberania.
