- Autor
- M. R. Engler
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 64 / 2
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2019.2.32302
- Páginas
- e32302
- Idioma
- pt
Discuto neste artigo o fragmento de Protágoras sobre a existência dos deuses e a sua coerência teórica com outras teses do sofista. Primeiramente, utilizo dados históricos e biográficos para iluminar o subjetivismo da primeira linha do fragmento (introdução). Em seguida, discuto os obstáculos epistemológicos mencionados por Protágoras e sugiro uma nova tradução para o termo brachýs, um dos conceitos centrais que ele propõe (seção 1). Na seção 2, analiso o ataque à transcendência que distingue suas ideias sobre a matemática e a percepção sensível. Finalmente, na seção 3, mostro como a sua postura teológica está de acordo com a tese do homo-mensura e com a sua abordagem antilógica. A conclusão ressalta a unidade do pensamento de Protágoras e a sua posição no Iluminismo grego.
