- Autor
- Felipe dos Santos Durante
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2014
- Idioma
- pt-BR
Resumo: Este artigo tem por objetivo apresentar o significado moral encontrado por Arthur Schopenhauer (1788 – 1860) nas ações injustas e justas e, a partir dessa definição, entender como o autor constrói a sua teoria do contrato social (Staatsvertrag) e a sua doutrina do Estado (Staat-slehre). Se o contrato social for entendido como um pacto moral celebrado entre os indivíduos para instituição do Estado, e uma vez que a quebra de um contrato é entendida como a maior injustiça moral exercida através da astúcia (List), então quais as consequências engendradas para a sua teoria do Estado? Quais os limites da moralidade e qual o papel do Estado tal como concebidos por Schopenhauer? Para o cumprimento de tal objetivo é necessário perquirir as seguintes etapas: (i) apreciação da origem da injustiça (Unrecht) e da justiça (Recht); (ii) exposição dos motivos pelos quais esses dois conceitos – injustiça e justiça – podem ser entendidos como morais; (iii) demonstrar como o contrato social estabelecido por Schopenhauer pode ser entendido como um pacto moral; e (v) expor as três finalidades básicas do Estado – relacionadas ao estrito âmbito da proteção– concebidas pelo filósofo da vontade. Por fim, mediante o exposto, poder-se-á avaliar os limites e aextensão da moralidade no que concerne à fundação do Estado e às suas funções.
