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A solidão como experiência central no totalitarismo no pensamento de Hannah Arendt

Antonio Glauton Varela Rocha

Autor
Antonio Glauton Varela Rocha
Revista
Perspectivas
Edição
6 / 2
Ano
2021
DOI
10.20873/rpv6n2-05
Páginas
76-94
Idioma
pt
2021Antonio Glauton Varela Rocha. A solidão como experiência central no totalitarismo no pensamento de Hannah Arendt. Perspectivas, v. 6, n. 2, p. 76-94, 2021.1

Dentro do pensamento arenditiano, a experiência da solidão é uma das formas mais radicais de afastamento do ser humano da própria humanidade. Para Arendt existem caminhos que podem apontar e conduzir à solidão, e que devem ser vigiados e evitados. Arendt entende que esta experiência tão radical atinge seu ápice no contexto do totalitarismo, em especial nos campos de concentração. A solidão se torna estrutural e é fabricada continuamente no contexto totalitário. Como experiencia onde a pessoa se perde do mundo, dos outros e de si mesma, a solidão é usada pelo regime totalitário como antecipação do aniquilamento final, onde a pessoa se torna um mero feixe vital, um morto vivo, sem expressão do ser pessoa, restando apenas o aniquilamento nos campos.