- Autor
- João Cardoso de Castro
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 17
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.36517/Argumentos.2017.17.19966
- Idioma
- pt
Este artigo analisa os sentidos dos termos que compõem a palavra bioética e entende que esses sentidos têm consequências nas dimensões de investigação para a disciplina. Nossa argumentação pretende demonstrar uma tautologia na composição do termo “bioética”, seja na composição do termo usando palavras do antigo pensamento grego, como bios e ethos, seja usando termos como bio e ética, já consagrados no século XVIII e assim incorporados à ciência moderna em consolidação. Não propomos nenhum outro termo em substituição, mas indicamos a possibilidade de uma leitura empobrecida do sentido da Bioética, por conta de uma tautologia “viciosa” na composição moderna. Nossa proposta é escutar de maneira grega as palavras gregas buscando o significado “perdido” de êthos e bios de maneira que se possa fazer ressoar seus sentidos originais no programa da Bioética. Uma tautologia ainda, no entanto, virtuosa.
