A TÉCNICA COMO FIM DA METAFÍSICA EM HEIDEGGER
Antonio Joel Lima da Silva, Esmael Teixeira Peniche
- Autor
- Antonio Joel Lima da Silva, Esmael Teixeira Peniche
- Revista
- Revista Paranaense de Filosofia
- Edição
- 4 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.33871/27639657.2024.4.1.8936
- Páginas
- 274-303
- Idioma
- pt
Este artigo descrever a técnica como o fim da metafísica em Heidegger. Nesse sentido, partiremos de dois momentos: 1) demonstrar-se-á como Heidegger atribui à metafísica a responsabilidade de velar o ser e de impossibilitar a própria questão do sentido do ser; configurando-se, assim, como a história do esquecimento do ser. Por isso, a metafísica teria legado ao Dasein uma forma inautêntica de compreensão e interpretação de si e do mundo; 2) a técnica será descrita como a realização da metafísica a partir de dois apontamentos: 1) parte-se da definição do segundo momento do pensamento de Heidegger, denominado por Benedito Nunes como hermenêutica epocal, em que Heidegger buscaria nas épocas a verdade do ser, e o universo da técnica seria o atual modo de relacionamento entre o homem e ser. O segundo apontamento traz a necessidade de esclarecer as expressões “superação da metafísica” e “fim da metafísica”, pois, entende-se que a transformação da metafísica na era da ciência moderna não pode ser confundida como uma superação, e sim como uma realização.
