Artigo
Ver fonte original- Autor
- Sacha Zilber Kontic
- Revista
- Cadernos Espinosanos
- Edição
- 34
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2016.116953
- Páginas
- 191-212
- Idioma
- pt-BR
2016Sacha Zilber Kontic. A TEMPORALIDADE DA PERCEPÇÃO EM LEIBNIZ. Cadernos Espinosanos, n. 34, p. 191-212, 2016.3
Ao afirmar que o tempo é um continuum, Leibniz não pode considerar a percepção como uma simples sucessão de estados perceptivos. Pelo contrário, é necessário que haja uma continuidade de natureza entre esses diversos estados que se deva unicamente a espontaneidade da Mônada. A diferença entre as percepções da Mônada não pode se dar, entretanto, no conteúdo que ela representa, pois ela representa sempre uma mesma multiplicidade, ou seja, o universo tal como ele existe na mente divina, a partir de seu ponto de vista particular. O presente artigo visa examinar como Leibniz concilia a temporalidade da percepção, que se deve à sucessão espontânea dos estados da Mônada, com o caráter eterno da realidade que ela representa a todo o momento.
Palavras-chave:
