Voltar para Artigos
Artigos

A TEORIA NATURALISTA DOS NOMES NO CRÁTILO DE PLATÃO

Eduardo Freitas Nascimento

Autor
Eduardo Freitas Nascimento
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
13 / 28
Ano
2024
Páginas
308 - 331
Idioma
pt
2024Eduardo Freitas Nascimento. A TEORIA NATURALISTA DOS NOMES NO CRÁTILO DE PLATÃO. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 13, n. 28, p. 308 - 331, 2024.1

Este artigo visa realizar uma análise detalhada da obra Crátilo, de Platão, propondo que ela se organiza segundo um padrão dialético, no qual o filósofo se esforça para refutar duas posições filosóficas inadequadas: a de Eutidemo e a de Protágoras. Identificamos que o problema central dessas teorias reside nos seus alicerces ontológicos: os dois pensadores articulam um mundo onde não há critérios lógico-ontológicos que governem o uso da linguagem. Platão critica essas posições, expondo suas consequências indesejáveis, sobretudo, nos domínios ético e epistemológico. A tese principal deste artigo é que Platão se esforça para delinear, em contraste com essas duas teses excêntricas, um projeto filosófico mínimo que permita a tipificação dos seres em diferentes categorias, segundo propriedades objetivas e duráveis (εἴδη, “formas”). Tal projeto visa fundamentar a viabilidade metodológica da linguagem, da dialética e da ética.