- Autor
- Rubens G. Nunes Sobrinho
- Revista
- Revista Archai
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.14195/1984-249X_16_9
- Páginas
- 161
- Idioma
- pt
Resumo: No diálogo que encena a última fala filosófica de Sócrates, Platão examina o tema da morte: Sócrates recorre ao acervo tradicional dos Mistérios para encontrar imagens que possam justificar sua atitude insólita diante da morte. A própria definição de morte pressupõe a realidade e a subsistência da alma. Sem definir a alma, Platão reconfigura os axiomas tomados da heterogeneidade dos Mistérios. Essa reconfiguração de antigas crenças resulta na transmigração causal que modela a hipótese das Formas. A composição do mito final surge após um longo percurso dialético que restabelece a razoabilidade discursiva de imagens qualificadas como um “nobre risco”. A finalidade desta análise é identificar o itinerário pelo qual o ‘nobre risco’ da palingenesia constrói o axioma e princípio causal das Formas como explanação sobre a verdade e natureza de todos os seres. Palavras-chave: Causalidade, Formas, Participação, Palingenesia.
