Artigo
Ver fonte original- Autor
- Marco Antonio Valentim
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 9 / 3
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.26512/rfmc.v9i3.43073
- Páginas
- 273-292
- Idioma
- pt
2021Marco Antonio Valentim. A Vastidão do Vazio – Lucrécio, Kant, Kopenawa. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 9, n. 3, p. 273-292, 2021.1
O ensaio investiga a relação entre humanidade e catástrofe na cosmologia xamânica de Davi Kopenawa, comparada por aproximação à cosmologia venusiana de Lucrécio e por contraste à escatologia moral de Kant. Consideram-se a tese da instabilidade estrutural e dinâmica do céu e o problema do vazio cósmico. Procura-se então desenvolver a questão sobre a origem e o fim da humanidade através da catástrofe, tanto em sua dimensão ancestral, extra-humana, quanto em conexão com a atual destruição socioambiental, de origem antrópica. Como conclusão, especula-se acerca do papel desempenhado pelo pensamento crítico na irrupção da catástrofe.
Palavras-chave:
