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A vida em processo: explorando a dualidade entre vida e morte nas reflexões de Paul Tillich

André Magalhães Coelho

Autor
André Magalhães Coelho
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
25 / 3
Ano
2025
DOI
10.31977/grirfi.v25i3.5378
Páginas
83-98
Idioma
pt
2025André Magalhães Coelho. A vida em processo: explorando a dualidade entre vida e morte nas reflexões de Paul Tillich. Griot : Revista de Filosofia, v. 25, n. 3, p. 83-98, 2025.4

Este artigo busca, através das reflexões de Paul Tillich, explorar os conceitos de "processo" e "vida". Tanto os seres vivos quanto os seres inanimados estão igualmente sujeitos a "processos", mas, no contexto da morte, a "vida" carrega consigo sua própria negação. O uso enfático do termo “vida” visa expressar a superação dessa negação - como evidenciado em expressões como “vida renascida” ou “vida eterna”. Pode não ser exagero afirmar que as palavras que designam a vida emergiram da vivência da morte. De qualquer forma, a dualidade entre vida e morte sempre influenciou o significado da palavra “vida”. Este conceito polar de vida implica o uso do termo para identificar um grupo particular de entidades existentes, ou seja, os "seres vivos". "Seres vivos" também são “seres que estão morrendo” e exibem características singulares sob a influência da dimensão orgânica. O objetivo deste texto é investigar como o conceito genérico de vida serve como base para a formação do conceito ontológico de vida. A observação de uma determinada potencialidade de seres, seja de uma espécie ou de indivíduos, concretiza-se no tempo e na essência do ser. Para essa análise, utilizaremos obras do filósofo e teólogo alemão, além de outros autores que enriqueceram o debate sobre o tema.