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A VIOLÊNCIA POLÍTICA DA ESCRAVIDÃO NO PENSAMENTO DE FRANCISCO JOSÉ DE JACA E GIORGIO AGAMBEN

Antonio Justino Arruda Neto

Autor
Antonio Justino Arruda Neto
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
9 / 17
Ano
2021
DOI
10.26512/pl.v9i17.26969
Páginas
119 - 141
Idioma
pt
2021Antonio Justino Arruda Neto. A VIOLÊNCIA POLÍTICA DA ESCRAVIDÃO NO PENSAMENTO DE FRANCISCO JOSÉ DE JACA E GIORGIO AGAMBEN. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 9, n. 17, p. 119 - 141, 2021.1

Este texto tem como objetivo a discussão entre o pensamento de Francisco José de Jaca O. F. M Cap. (1645-1690) e o Homo Sacer de Giorgio Agamben. Assim, a vida escrava na colônia espanhola amarga a condição de violência, a exceção e a supressão de direitos, argumentos esses convergentes dos pensamentos em discussão. Acrescido dessas acepções, Francisco José de Jaca, um frade que despontou como contrário à escravidão. Ele poderá ser considerado abolicionista? A afirmação é positiva. O propósito de Francisco José de Jaca em defender o indefensável no período colonial, resultou em sua convocação para Europa e aos tribunais eclesiásticos. De Sevilla à Roma. Seu instrumento de combate foi a simplicidade que estava ao seu alcance: a oração (pelo discurso) e a confissão (induzir o rebanho ao pensamento de liberdade). Sendo assim, o problema de pesquisa será: a escravidão política como um instrumento de violência seria o despojamento social e político da vida nua? Com isso, o objetivo geral é identificar a escravidão política como um instrumento de violência como procedimento de despojamento social e político da vida nua. O texto está dividido em três seções articuladas? nos pensamentos de Francisco José de Jaca e Giorgio Agamben: a primeira, compreender o pensamento de Francisco José de Jaca, segunda, discutir a invisibilidade da escravidão; e, a terceira, a análise da retirada da escravidão humana do mundo, é possível? Portanto, os herdeiros indiretos de Francisco José de Jaca, no Brasil, foram muitos, entre eles, Joaquim Nabuco (1849-1910).