- Autor
- Felipe de Azevedo Ramos
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 42 / Special
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2019.v42esp.15.p265
- Páginas
- 265-290
- Idioma
- pt
A honra foi amplamente tratada por diversos autores antigos, tais como Aristóteles e Cícero. No medievo, Tomás de Aquino retoma alguns temas da Antiguidade, oferecendo uma formulação nova. Para isso, ele se serve do conceito de dulia, superando o tradicional binômio com a latria. Na realidade, ele reputa à dulia uma virtude anexa à justiça que visa prestar honras ou homenagens aos homens excelentes, em particular aos virtuosos. De fato, o Estagirita já considerava a honra como um “prêmio da virtude”. Nesse contexto, percorre-se todo corpus thomisticum para analisar o conceito de dulia e de honra, quando esta se refere ao assunto tratado. Para isso, pergunta- se o que é a dulia propriamente, a quem deve ela ser prestada, se a honra pode ou deve ser desejada, o papel da magnanimidade, como e para que se honra. A proposta tomasiana poderia trazer um novo olhar a respeito da temática, infelizmente um pouco esquecida nos dias de hoje. Recebido: 30/12/2019Aceito: 30/12/2019
