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A virtude do saber-como

Felipe Rocha L. Santos

Autor
Felipe Rocha L. Santos
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
60 / 3
Ano
2015
DOI
10.15448/1984-6746.2015.3.24270
Páginas
483-499
Idioma
en
2015Felipe Rocha L. Santos. A virtude do saber-como. Veritas (Porto Alegre), v. 60, n. 3, p. 483-499, 2015.1

Intelectualistas sobre o conhecimento-como afirmam que o conhecimento-como é um tipo de conhecimento proposicional. Antiintelectualistas procuram demonstrar que existem casos em que o agente possui conhecimento-como, mas não possuem conhecimento proposicional. Este artigo se concentra nos recentes argumentos antiintelectualistas propostos por Carter e Pritchard. Procuro mostrar que os argumentos de Carter e Pritchard não são bem sucedidos e que, aplicando a epistemologia das virtudes ao debate, pode-se concluir que o conhecimento-como compartilha as mesmas propriedades epistêmicas que o conhecimento proposicional. Se isso é o caso, então é possível afirmar que o conhecimento-como é um tipo de conhecimento proposicional, deixando a salvo novamente o intelectualismo.