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A vontade em Schopenhauer e as pulsões na psicanálise: impulsos e ambivalências

Carlos Sapelli

Autor
Carlos Sapelli
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
4 / 2
Ano
2013
DOI
10.5902/2179378633958
Páginas
69-91
Idioma
pt
2013Carlos Sapelli. A vontade em Schopenhauer e as pulsões na psicanálise: impulsos e ambivalências. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 4, n. 2, p. 69-91, 2013.2

Na tentativa de estabelecer uma relação entre a filosofia e a psicanálise, mais especificamente entre Schopenhauer e Freud, este trabalho objetiva um diálogo entre a maneira como Schopenhauer concebe a vontade e o modo como Freud considera as pulsões. Lembramos das palavras de Almeida, em Eros e Tânatos: a vida, a morte, o desejo, na passagem em que o filósofo afirma que seria mais exato dizer que a vontade em Schopenhauer, assim como as pulsões em Freud, têm de fato um objeto, entretanto, esse objeto nunca é totalmente colmatado ou dominado, porquanto nenhum deles seria suscetível para mitigar a fome do desejo. Assim, torna-se inescapável o paradoxo que salienta a tensão intrínseca entre o intervalo de tempo em que encontramos uma reconciliação com o ímpeto fundamental. Brevemente o dissipamos, mas o despertar dos anseios marcados pela insaciabilidade do sempre querer mais, mostram a verdadeira acepção do que é o desejo.