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A Vontade geral e decisão coletiva em Rousseau

Cláudio Araújo Reis

Autor
Cláudio Araújo Reis
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
33 / 2
Ano
2010
DOI
10.1590/S0101-31732010000200003
Páginas
11-34
Idioma
pt
2010Cláudio Araújo Reis. A Vontade geral e decisão coletiva em Rousseau. Trans/Form/Ação, v. 33, n. 2, p. 11-34, 2010.1

Nos termos rousseaunianos, a questão fundamental sobre o que de vemos fazer coletivamente (ou seja, o problema da decisão coletiva) se traduz como a questão sobre como podemos conhecer a vontade geral. Só podemos responder adequadamente a essa questão, porém, se prestarmos atenção a uma duplicidade importante no conceito de vontade geral. Rousseau usa a mesma expressão para se referir a duas coisas diferentes: às próprias decisões coletivas, consubstanciadas nas leis (a vg-decisão), e ao padrão do bem comum, em certo sentido anterior e independente das decisões coletivas, servindo como referência para elas (a vg-padrão). A questão genérica sobre como podemos vir a conhecer a vontade geral, portanto, deve ser desdobrada em duas: Como podemos vir a conhecer a vg-decisão? e Como podemos vir a conhecer a vg-padrão? Este artigo pretende identificar os elementos centrais da resposta de Rousseau a essas duas questões, elementos esses que permitem discutir sobre o sentido da concepção rousseauniana de democracia.