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Abolir o impossível na poesia perpresentativa:

Thiago Borges de Almeida

Autor
Thiago Borges de Almeida
Revista
Artefilosofia
Edição
19 / 38
Ano
2025
DOI
10.69640/raf.v19i38.7850
Páginas
21
Idioma
pt
2025Thiago Borges de Almeida. Abolir o impossível na poesia perpresentativa:. Artefilosofia, v. 19, n. 38, p. 21, 2025.4

O artigo faz uma leitura comparativa entre os modos de presença de Rodrigo Duarte e as poéticas-críticas de Mallarmé e Haroldo de Campos, a partir da investigação a respeito do duplo aspecto da irrepresentação. Assume, assim, a tarefa sugerida por Duarte de investigar a propriedade de uma suposta relação prioritária entre os fenômenos musicais – sentido estrito – e a capacidade de compreender fenômenos extremos – sentido amplo. Essa intuição é questionada por um duplo movimento: i) a separação entre irrepresentação e irrepresentável; ii) a sugestão de que a representação – o fenômeno literário –  é que talvez pudesse almejar alguma prioridade. Mallarmé e Haroldo são mobilizados como exemplos de poesia perpresentativa e colocados em par com a temática da possibilidade ou impossibilidade da poesia pós-Auschwitz. Por fim, propõe a rediagramação dos modos de presença, realocando a perpresentação entre os vértices de um triângulo – por ser híbrida – e fora do plano – porque também pode lidar com o irrepresentável. Assim, desfaz-se a ilusão de prioridade, tanto da irrepresentação, quanto da representação.