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Abstração e empatia: Schopenhauer e a fundamentação da arte abstrata

Rosa Gabriella Gabriella Gonçalves

Autor
Rosa Gabriella Gabriella Gonçalves
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
12
Ano
2021
DOI
10.5902/2179378667561
Páginas
e23
Idioma
pt
2021Rosa Gabriella Gabriella Gonçalves. Abstração e empatia: Schopenhauer e a fundamentação da arte abstrata. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 12, p. e23, 2021.2

Dentre as fundamentações que baseiam a necessidade da abstração, uma das mais interessantes provavelmente é a de Wilhelm Worringer, historiador da arte que, sendo contemporâneo das vanguardas artísticas que se iniciavam nas experimentações abstratas, tradicionalmente vinculadas a culturas primitivas, estabeleceu, em sua obra Abstração e empatia, de 1907, a contraposição entre duas abordagens artísticas: a abstração e a arte mimética, ou realista. Segundo Worringer, a arte abstrata não seria de modo algum inferior à arte figurativa, não seria o resultado de algum tipo de incapacidade de se produzir arte figurativa, e sim o produto de uma intenção inteiramente distinta, um tipo de necessidade espiritual de ordenação da realidade caótica que nos rodeia.