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Adam Smith e a virtude da justiça

Denis Coitinho

Autor
Denis Coitinho
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
64 / 1
Ano
2019
DOI
10.15448/1984-6746.2019.1.31597
Páginas
e31597
Idioma
pt
2019Denis Coitinho. Adam Smith e a virtude da justiça. Veritas (Porto Alegre), v. 64, n. 1, p. e31597, 2019.1

O objetivo central desse artigo é refletir sobre o papel e o significado do critério de justiça no pensamento de Adam Smith, considerando especialmente a obra The Theory of Moral Sentiments e, parcialmente, as obras Lectures on Jurisprudence e An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations. O propósito básico é tentar esboçar uma teoria da justiça que pode ser encontrada nas obras de Smith, particularmente no seu texto de 1759, a saber, The Theory of Moral Sentiments. Para tal, inicio esclarecendo alguns conceitos centrais de sua teoria moral sentimentalista, a saber, empatia (sympathy), espectador imparcial (impartial espectator) e mão invisível (invisible hand). Posteriormente, investigo o papel das virtudes nesta teoria normativa anti-utilitarista e a distinção entre virtudes positivas e negativas. De posse disso, o próximo passo será analisar a concepção de justiça retributiva defendida por Smith, que parece defender uma teoria híbrida da punição por englobar aspectos retributivista, preventivista, expressivista e reabilitacionista. Por fim, reflito sobre o significado da justiça como virtude negativa e sua ligação com os direitos.