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Afirmar e querer negar: os limites da negação da vontade na obra madura de Schopenhauer

Eduardo Ribeiro da Fonseca

Autor
Eduardo Ribeiro da Fonseca
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
8 / 1
Ano
2017
DOI
10.5902/2179378633701
Páginas
47-70
Idioma
pt
2017Eduardo Ribeiro da Fonseca. Afirmar e querer negar: os limites da negação da vontade na obra madura de Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 8, n. 1, p. 47-70, 2017.2

O presente artigo procura opor a característica eminentemente afirmativa da Vontade a possibilidade da autonegação, ou, dito de outro modo, expor a contradição do fenômeno consigo mesmo. Desse dilaceramento íntimo, do intenso sofrimento pessoal, bem como do consequente elevar-se acima de sua individualidade, resultaria o repúdio de si mesmo. Do mesmo modo que mesmo no repúdio sempre se trata da atividade da vontade, também a supressão do querer presente na contemplação estética e analisada a partir da noção de que a vontade desaparece apenas da consciência, e não da contemplação em si mesma. Nesse sentido, os alvos, mesmo não sendo os da consciência comum, ainda são alvos sublimados da vontade.