Artigo
Ver fonte original- Autor
- Jovelina Maria Ramos de Souza
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 12
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.36517/arf.v6i12.19064
- Idioma
- pt
2015Jovelina Maria Ramos de Souza. Alcibíades e a rima entre amor e dor. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 12, 2015.1
O presente artigo retoma o tratado Sobre o riso e a loucura, sobretudo a Carta 17, de Hipócrates a Damageto, para tratar da relação amorosa de Sócrates e Alcibíades, pensando cada um deles movidos por modos distintos de loucura (mania) e afecção (pathos). Não pretendo estabelecer uma mera oposição entre os dois personagens do Banquete, mas mostrar que Platão incorpora e revaloriza, na escrita desse diálogo, o movimento entre as diversas dimensões do psiquismo, presentes tanto no elogio de Sócrates/Diotima como no do eterno apaixonado por Sócrates. O contraponto proposto envolve a noção de cuidado de si, situada na dicotomia desmedida (hybris)-reflexão (dianoia).
Palavras-chave:
